No mês de abril, cerca de 240 imigrantes oriundos da comunidade Bnei Menashe, do nordeste da Índia, foram recepcionados em Tel Aviv por uma operação conjunta entre o Ministério da Aliá e Integração de Israel, e pela Agência Judaica para Israel. Esses olim (imigrantes) são os primeiros integrantes da aliá, imigração judaica para Israel, batizada como “Asas da Aurora”, que planeja a chegada de outros 1,2 mil imigrantes até o final de 2026 e, até 2030, de aproximadamente mais 4,8 mil membros desta comunidade residente dos estados indianos de Mizoram e Manipur, completando a realocação de aproximadamente 6 mil judeus dos Bnei Menashe para Israel.
“Este é um momento que nos lembra que a visão sionista continua a se concretizar dia após dia. A aliá é o motor de crescimento do Estado de Israel, e cada novo imigrante é um farol de esperança”, celebrou Doron Almog, presidente da Agência Judaica. Os novos imigrantes são inseridos na sociedade israelense em centros de acolhimento administrados pelos órgãos competentes, nas cidades de Nof HaGalil e Kiryat Yam, no norte do país, em parceria com as prefeituras locais. Apesar deste ser o primeiro grupo contemplado pela recente decisão do governo israelense em financiar a imigração da comunidade indiana, decisões governamentais anteriores possibilitaram a transferência de aproximadamente 4 mil membros dos Bnei Menashe para Israel desde a década de 1990.
Aliá nas últimas décadas
Guerras, crises econômicas, crescimento do antissemitismo e instabilidade política em diversos países motivaram diferentes aliás nas últimas décadas. Nos anos 1990, o colapso da União Soviética impulsionou uma das maiores ondas migratórias da história moderna de Israel. Somente entre 1990 e 1991, mais de 375 mil imigrantes chegaram ao país. A partir de 2010, a aliá francesa se destacou diante do aumento do antissemitismo e de atentados terroristas na França. Em 2015, milhares de judeus decidiram migrar para Israel em razão dos ataques em Paris. Mesmo durante a pandemia de Covid-19, o fluxo migratório seguiu. Cerca de 20 mil olim de quase 70 países chegaram a Israel em 2020, e outros 27 mil no ano seguinte, apesar das restrições internacionais de mobilidade. Já em 2022, ocorreu o maior salto recente, após a invasão russa à Ucrânia. Somente naquele ano, cerca de 70 mil pessoas de 95 países fizeram aliá.
Lei do Retorno
O direito estendido a qualquer pessoa judia no mundo de imigrar para o país asiático e obter cidadania é garantido pela Lei do Retorno de Israel, promulgada em 1950, logo após a criação do Estado, e tem sido incentivado por autoridades locais. Em 2025, Gideon Saar, ministro das Relações Exteriores de Israel, fez um apelo para que judeus se mudassem para o país. “Venham à Terra de Israel! Voltem para casa. Estamos esperando por vocês aqui de braços abertos, com amor, no verdadeiro lar do povo judeu”, declarou o ministro em resposta à onda de antissemitismo que tem assolado a comunidade judaica em outras nações.

