Douglas Roberto de Almeida Baptista
Este artigo é a continuação do texto publicado na edição de agosto desta seção.
(iv) Eleição Condicional (No acrônimo FACTS, o “C” de Condicional Eleição)
Como já observado, a Bíblia Sagrada dispõe de dois termos e suas derivações que revelam a escolha que Deus realiza em Sua soberania. A primeira expressão é a eleição (saber antes) e a segunda é a predestinação (determinar antes).¹
Estes vocábulos podem ser explicados do seguinte modo: “por meio da presciência divina, Deus sabe, desde a eternidade, quais indivíduos creriam e perseverariam na fé e a essas pessoas Deus elegeu”,² e, por elegê-los, também os predestinou.³ Mas, isto não significa que Deus tenha eleito uns para a salvação e outros para condenação, porque Ele “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). A doutrina bíblica da eleição sinaliza que foi o próprio Deus quem estabeleceu as condições para ser eleito. A condição mais elementar é estar em Cristo (Ef 1.1-4). E para estar em Cristo é preciso ter fé (Ef 3.17) e arrepender-se de seus pecados (At 2.38). Porém, nenhuma destas condições é meritória e nenhum homem pode cumpri-las sem o auxílio e a capacitação divina.
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