“Não farás aliança alguma com eles, ou com os seus deuses. Na tua terra não habitarão, para que não te façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, certamente isso será um laço para ti” (Êx 23.32-33).
Sobre o maciço do Moriah, a noroeste do Domo da Rocha e no mesmo pátio, uma pequena construção octogonal ergue suas colunas de mármore e apoia a modesta cúpula que ensombreia o terreno despido, revelador de uma porção antiga e desgastada de pedra. Chamada pelos árabes de Cúpula dos Espíritos, recebe esse nome devido a uma lenda antiga que afirmava ser naquela direção, numa localização mais inferior do terreno, que os espíritos dos mortos se reúnem para fazer suas súplicas. Sua construção data do período Omíada, uma vez que são encontradas referências a sua presença em documentos dos séculos III e IV, aparecendo com o nome de Cúpula de Gabriel; posteriormente foi reformada, durante a dominação Otomana, sendo o lugar sempre reputado como lugar de reverência e mistério. A modesta construção também recebe o nome de Cúpula das Tábuas, uma vez que a tradição mais antiga considera ser ali o lugar em que repousaram as Tábuas da Lei, dentro da Arca da Aliança, no Santo dos Santos.
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