Ulrico Zuínglio (1484-1531) foi o líder da Reforma Protestante na Suíça e o fundador das igrejas reformadas suíças. Ele é frequentemente considerado o terceiro grande nome da Reforma Protestante, logo após Martinho Lutero e João Calvino, embora fosse mais velho do que Calvino. Diferente de Lutero, Zuínglio teve uma forte formação ligada ao humanismo renascentista, tendo sido influenciado diretamente por Erasmo de Roterdã.
Os pilares da mensagem de Zuínglio eram a autoridade da Bíblia, a justificação pela fé em Cristo e a visão memorialista da Ceia. Ele defendia que as Escrituras Sagradas são a Palavra soberana de Deus, rejeitando qualquer tradição ou dogma católico que não tivesse base estritamente bíblica. No tocante à Ceia, ele rompeu teologicamente com Lutero no célebre Colóquio de Marburgo (1529). Enquanto Lutero acreditava na presença real de Cristo no pão e no vinho pela chamada consubstanciação, e João Calvino propôs a presença espiritual de Cristo nos elementos pela ação do Espírito Santo, Zuínglio defendia que a Ceia era um memorial, com o pão e o suco da vide sendo apenas emblemas, símbolos, do corpo e do sangue de Cristo.
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