Diogo Roos
A expressão “Vem a hora, e agora é” (Jo 4.23; 5.25) aparece idêntica nos dois textos (ἔρχεται ὥρα καὶ νῦν ἐστίν). É uma construção que parece antagônica: o verbo érchetai está no presente do indicativo, não no futuro. Jesus não diz “virá a hora”, mas “a hora vem [está vindo, já em processo]”. Em seguida, acrescenta “e agora é”. A gramática funde dois tempos que humanamente separamos: o que está para vir e o que já está presente. Essa tensão é proposital e é a chave para entender ambas as passagens.
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