Elaine Cruz
Eu tive o privilégio de nascer em um lar evangélico, e isto me possibilitou ser protegida contra influências externas na minha primeira infância. Cresci indo todos os dias à igreja para reuniões de oração, cultos públicos e de doutrina, e para ensaios, pois meu pai regia o coral principal enquanto minha mãe, que tocava violino, auxiliava na condução da orquestra. Além disso, de forma a obedecer às regras da época, em nossa casa não havia televisão e não ouvíamos músicas seculares.
Eram tempos diferentes, mas, mesmo cercada por uma redoma de proteção, aos seis anos, quando fui para escola, aprendi palavrões com os amigos do colégio. Lembro-me até hoje que, ao chegar em casa e repetir um dos que havia aprendido, minha mãe colocou uma barra de sabão de coco na minha boca enquanto me explicava, mais uma vez, que minha boca devia ser limpa, e que minha linguagem não poderia ser construída por sentimentos ruins ou palavras torpes. E por mais que minha história possa parecer chocante para você, sou grata a Deus por ela todos os dias!
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